EFMM na cheia do Madeira de 1982

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101 anos da Estrada de Ferro Madeira Mamoré: símbolo de coragem, cooperação internacional e vitória útil

*Ricardo Leite

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Percival Farquhar, o pai da EFMM

“Essa ferrovia vai ser o meu cartão de visitas!” Provavelmente, nem o visionário empresário norte-americano Percival Farquhar, pai da EFMM, que disse isso no desafio público e cumpriu, poderia imaginar o futuro – que está aí para quem quiser ver nas ruas de Porto Velho –, da mais espetacular e inacreditável obra da sua vasta rede de empreendimentos latino-americanos, que iam desde Cuba até a Argentina. Farquhar jamais perdeu a crença no Brasil, seu centro de negócios e de sua vida, por muitos anos, morador do Rio de Janeiro.
Decorridos 101 anos da conclusão da ‘ferrovia impossível’ neste 1º de agosto de 2013, Porto Velho e Rondônia são o cartão de visitas de um novo Brasil, de uma nova civilização mestiça, nascida do caldeirão cultural da épica Estrada de Ferro. Tudo indicava que jamais essa desconhecida fronteira noroeste fosse ‘pra frente’. Porto Velho seria mais uma cidade pequena da Amazônia profunda – ou talvez nem existisse ou virasse terra boliviana anexada –, e não o mais populoso município fronteiriço do Brasil, dono de duas enormes usinas hidrelétricas que mantém o país em funcionamento. Pelo legado geográfico e humano da EFMM, esse sentido de vitória útil sobre adversidades de todo tipo é claro e perene. Antes, porém, sua construção foi um ato de coragem e de cooperação entre nacionalidades variadas, sobretudo brasileiros e americanos, unidos, como nunca na História, em um esforço comum memorável.
Coragem, porque a ferrovia foi construída para transportar por terra o valiosíssimo látex brasileiro e boliviano na forma de grandes bolas, antes submetidas à viagem nas fatais cachoeiras e corredeiras do Rio Madeira, não um rio qualquer, mas um colosso feroz a serpentear por uma terra isolada de tudo, no coração da mais brutal selva tropical do planeta, e que ao fim e ao cabo, derrotou duas outras expedições na década de 1870. ‘Nem com todo dinheiro do mundo e metade da população do planeta trabalhando, essa obra será concluída’. Esse foi o epitáfio do sonho, publicado para afugentar novos incautos, nos jornais da Europa e Estados Unidos, pela empresa que só conseguiu fincar oito quilômetros de trilhos.
Finalmente, a EFMM representa também a cooperação internacional, de povos, de gente de todo canto da Terra, captada em escritórios empresariais espalhados de Pequim a Roma. Mais de 50 nações representadas nessa aventura do fim do mundo, quase uma ONU da época. Trabalhadores cheios de esperança no eldorado da borracha, cujo sangue, suor e lágrimas não foram em vão. Esse imenso esforço coletivo deu frutos vivos, e tornou-se um exemplo de integração humana, da força de uma babel de línguas capaz de criar algo grandioso num lugar inóspito e nas condições mais adversas possíveis.
Pelo sentido de coragem, cooperação internacional e vitória útil sobre obstáculos impossíveis, a Estrada de Ferro Madeira Mamoré (nome dado pelo também visionário Imperador D. Pedro II), é uma patrimônio da humanidade desde sua nascença. Quer agora apenas a homologação formal da Unesco, organismo internacional que ajuda a preservar obras e locais magníficos, valiosos para a raça humana. Esse ato jurídico não tem preço, por suas conseqüências positivas para a obra em si e para o lugar onde ela está. É, enfim, justíssimo, e vale a pena lutar por ele. Por Porto Velho, Rondônia e pelo Brasil.

*Ricardo Leite é procurador federal e coordenador do Comitê Pró-Candidatura da EFMM a Patrimônio Cultural da Humanidade.

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Brasil e Estados Unidos nunca estiveram tão irmanados como na construção de EFMM e na fundação de Porto Velho. Veja vídeo da inauguração.

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Folha do abaixo-assinado está disponível a todos para impressão. Participe colhendo assinaturas. Comitê Pro-Candidatura recolherá folhas onde o colaborador indicar. MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A EFMM: tel. 8406-5092

Abaixo assinado ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ

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A Espetacular Estrada de Ferro Madeira Mamoré, Patrimônio Cultural da Humanidade. Leia o artigo no link abaixo.

Leia no link. Basta clicar.

Artigo – ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ

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Vídeo promocional da EFMM – Patrimônio da Humanidade. Faça também o seu e publique no Youtube

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Poder Legislativo de Rondônia faz História. Promove grande e belíssima campanha na imprensa Pro-Candidatura da EFMM, e divulga marcante e legítimo pronunciamento oficial do Presidente da Assembleia Legislativa, Deputado Hermínio Coelho, no dia do centenário.

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Pronunciamento oficial do Governador Confucio Moura

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Campanha de TV do Poder Legislativo Pro-Candidatura da Estrada de Ferro Madeira Mamoré a Patrimônio da Humanidade

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EFMM e Rondônia brilham para o mundo no carnaval carioca de 1997

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Comitê Gestor avalia as condições do Complexo e do Museu da Estrada de Ferro Madeira-Mamor é

http://www.portovelho.ro.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19103:2014-04-16-16-47-33&catid=1197:noticias

Comitê Gestor avalia as condições do Complexo e do Museu da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

Funcultural efmm 800px 03 A invasão das águas do Madeira no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), devido à enchente histórica do rio, fez submergir considerável parte dos galpões, maquinário e acervo do museu. Com a missão de agir em favor do principal patrimônio histórico de Rondônia, um comitê foi formado com representantes da União, Estado e Município. Uma das atribuições do grupo de trabalho é a emissão de relatórios diários, devendo apresentá-los a cada dez dias à Justiça Federal, em que constem os resultados das ações desencadeadas e apresente laudos técnicos sobre as condições das peças. Isso vem sendo feito em conformidade às determinações de uma Ação Civil Pública, impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional de Rondônia.

Um trabalho de remoção de diversas peças já foi realizado no galpão que abrigava o museu e onde estava uma das locomotivas e diversas peças de grande porte. A remoção foi efetuada em duas etapas. Na primeira etapa foram retiradas as peças menores, na segunda, contando com a colaboração do 5º Batalhão de Funcultural efmm 800px 07Engenharia e Construção (5º BEC), foram retirados estantes e armários mais pesados. Todo o material foi recolhido à Superintendência Estadual de Turismo (SET), situada no edifício conhecido como Prédio do Relógio.

De acordo com a presidente da Fundação Cultural do Município (Funcultural), Jória Lima, após isso, foi iniciada a etapa de classificação e identificação das peças, a partir de um catálogo que o 5º BEC cedeu. Para esses serviços, contou-se com a cooperação da museóloga Me. Marselli Nogueira, que é também professora da Universidade Federal de Rondônia. “Pelo que sei, trata-se da única museóloga que temos no município. Ela está nos ajudando bastante na catalogação e na identificação das peças, assim como, também, na elaboração de relatórios técnicos sobre a recuperação do acervo e dos outros materiais ligados a EFMM”, explicou.

Funcultural efmm 800px 08 Segundo a presidente da Funcultural, não há conhecimento de perdas irreparáveis por causa da enchente. “O galpão sofreu muito. As portas estavam se soltando, mas por enquanto, não temos como avaliar o prejuízo dos bens móveis. Somente com o fim da enchente, quando começarmos a lavar as peças e montar tudo novamente é que passaremos a dialogar com o Comitê Gestor sobre como faremos para reconstituir tudo o que se deteriorou e também discutiremos para onde deve ir definitivamente o museu, porque sabemos que aquele local não é mais adequado. Por enquanto, o Estado cedeu o Prédio do Relógio para a guarda dos objetos. Pensamos que talvez o museu deva mesmo se instalar ali definitivamente, mas ainda vamos debater mais sobre isso”, afirmou.

Rodrigo Flávio, superintendente interino da SET, destacou que o Estado tem obrigações em relação ao Funcultural efmm 800px 09acervo, embora o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan RO) seja o órgão responsável pela sua guarda e a gestão esteja sob os cuidados da Prefeitura. Disse concordar que o Prédio do Relógio parece ser o melhor lugar para a instalação do museu e que a Setur tem cooperado nos trabalhos do Comitê Gestor a respeito da principal demanda da Ação Civil Pública impetrada, que é a retirada das locomotivas e dos acervos móveis tombados. “Sobre a retirada das locomotivas, pedimos ao corpo de Bombeiros para que nos ajudasse na tentativa de obter imagens sobre as condições daquilo que está em baixo d’água. A intenção foi recolher as imagens, a fim de que pudéssemos saber sobre a possibilidade da retirada das locomotivas. Isso foi realizado na quinta-feira (10), e ainda estamos aguardando o relatório dos bombeiros, mas já sabemos que não foi impossível captar imagens, porque as águas estão muito turvas. Nesse mesmo dia, em conjunto com a Funcultural e com o Iphan, realizamos também a retirada de diversas peças do acervo. Quanto à retirada das locomotivas, nada nos faz crer que essa seja uma boa medida. O mais provável é que isso Funcultural efmm 800px 05poderia causar mais danos do que deixá-las no próprio local”, esclareceu.

Flávio também informou que o Estado fará ainda neste ano algumas obras importantes para a EFMM, tais como a revitalização do Prédio do Relógio e a organização de um museu de narrativas, onde ficarão registradas muitas histórias sobre a Estrada. Além disso, será também revitalizada a estação ferroviária do distrito de Iata.

O Comitê Gestor tem se reunido semanalmente para discutir a situação geral do complexo da EFMM e as medidas a serem tomadas no período após a enchente. Uma das propostas é a contratação de uma empresa terceirizada para cuidar do museu. “Um museu férreo de
grande porte é de difícil gestão para o município, como é também para o Estado ou mesmo para a União. Tem
Funcultural efmm 800px 01 que ser uma empresa que tenha essa especialidade. Já estamos vendo empresas em alguns lugares do Brasil e até fora do país. Quanto à Ferrovia, ainda há algumas compensações a serem feitas pelas usinas, e nisso estão inclusas algumas benfeitorias previstas para as locomotivas, a recuperação de trechos da Estrada e outros serviços no Complexo. Sobre as peças do acervo, estamos prevendo que existam alguns danos, mas que eles sejam passíveis de recuperação. Não acreditamos em danos irreparáveis e sabemos que assim que as águas baixarem haverá muito trabalho a ser feito, mas tudo será higienizado e recuperado, a população pode ficar certa disso”, finalizou a presidente da Funcultural.

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Nível do Rio Madeira baixa e deixa marcas nas locomotivas da EFMM | Rondônia | G1

http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2014/04/nivel-do-rio-madeira-baixa-e-deixa-marcas-nas-locomotivas-da-efmm.html

Nível do Rio Madeira baixa e deixa marcas nas locomotivas da EFMM

RO CHEIA (Foto: Gaia Quiquiô/G1)Água do rio invadiu complexo e deixou locomotiva inundada (Foto: Gaia Quiquiô/G1)

Com a baixa do nível do Rio Madeira, em Rondônia, é possível observar algumas marcas deixadas em monumentos e peças históricas, em Porto Velhoicon-desktop.png. No complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), as locomotivas, antes quase submersas, apresentam a marcação do nível aonde a água do rio chegou. O local foi interditado em fevereiro, pela Defesa Civil, por apresentar risco de segurança à população.

O nível do Rio Madeira baixou 66 centímetros desde o maior pico já registrado, dia 30 de março com 19,74. De acordo com a Agência Nacional de Águas (Ana), a cota no domingo (13) foi de 19,08. A cheia histórica atinge cerca de 30 mil pessoas no estado, segundo a Defesa Civil.
As peças centenárias que estavam no museu da EFMM foram retiradas dia 14 de fevereiro, pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo (Semdestur) da capital. A medida foi tomada após a água do Rio Madeira invadir o complexo turístico.

Enchente histórica
O pico aconteceu dia 30 de março com 19,74 metros. Com a enchente do Rio Madeira, cerca de 30 mil pessoas foram atingidas e estão espalhadas entre abrigos, casas de parentes e amigos. No Baixo Madeira, muitos distritos de Porto Velho foram inundados e milhares de pessoas abandonaram suas casas. O distrito São Carlos foi 100% atingido e várias famílias passaram a viver em flutuantes.

As cidades atingidas pela cheia histórica do Madeira nas últimas semanas são: Nova Mamoré, Cacoal, Candeias do Jamari, Guajará Mirim, Jaru, Costa Marques e Pimenta Bueno. Nestas regiões, exceto Porto Velho e seus distritos, o Corpo de Bombeiros e a Força Nacional contabilizam 1.625 famílias diretamente afetados, sem condições de permanecer em suas casas.

A br-364 foi parcialmente liberada para passagem de caminhões na quarta-feira (9). A Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Rondônia e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) fiscalizam o trecho alagado da rodovia, em Jacy-Paraná, distrito de Porto Velho distante cerca de 90 quilômetros.

Representantes dos dois órgãos percorreram a região e constataram que a lâmina d’água, que chegou a 1,60 metro acima da pista em março, reduziu consideravelmente e está em 66 centímetros nesta quarta, em um trecho de três quilômetros.

Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Patrimônio da Humanidade. Acesse:

www.efmm100anos.wordpress.com

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Estação ferroviária é alagada em Guajará Mirim. Locomotivas sofrem corrosão. P refeitura promete recuperar danos logo após águas baixarem

http://g1.globo.com/ro/rondonia/bom-dia-amazonia/videos/t/edicoes/v/museu-historico-de-guajara-mirim-e-interditado-devido-a-cheia-do-rio/3244604/

Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Patrimônio da Humanidade. Acesse:

http://www.efmm100anos.wordpress.com

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Imagem aérea da EFMM exibida no Jornal Nacional

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EFMM mais uma vez no Jornal Nacional

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/03/aumenta-o-numero-de-desalojados-pela-enchente-em-rondonia.html

Aumenta o número de desalojados pela enchente em Rondônia

O nível do Rio Madeira continua subindo, em Rondônia. A Defesa Civil estima que mais de 16 mil pessoas estejam desabrigadas ou desalojadas.

Em Porto Velho, o rio avança pela cidade. Nem o patrimônio histórico da estrada de ferro Madeira Mamoré escapou.

Na BR-364, máquinas estão retirando os caminhões que quebraram, na semana passada, no trecho mais alagado da rodovia que leva ao Acre.

A região oeste de Rondônia, perto da fronteira com a Bolívia, está isolada. A única alternativa de acesso por terra é uma estrada inacabada, que passa por áreas de preservação e aldeias indígenas.

A liminar da Justiça Federal que impedia a conclusão da rodovia foi derrubada na semana passada.

Dos 11,6 quilômetros de uma área de proteção ambiental, nove já foram abertos. E a previsão do DER, é de concluir até quarta-feira (26). Depois vem a parte de recuperação da estrada e das pontes.

Os agricultores que vivem por lá querem o fim do isolamento. “Eu e minha mulher caminhamos a pé 20 quilômetros para ir até a cidade tirar o Bolsa Família e fazer compras. Essa estrada é tudo para nós. Precisamos muito dela”, afirma o agricultor Elmir Alves da Silva
agricultor.

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EFMM no Jornal Nacional

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EFMM na capa da Folha de São Paulo de hoje, 22 de março

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