Viva Rondônia. Viva a espetacular Estrada de Ferro Madeira Mamoré!!!

O DIA DE RONDÔNIA

(Texto de Júlio Olivar *)

Rondônia festeja neste 4 de janeiro 36 anos de emancipação político-administrativa. Mas essa história começa lá atrás, com os desbravadores, com aqueles que asseguraram a identidade brasileira a este rincão, que fincaram a nossa bandeira numa fronteira então inóspita, disputadíssima por tantas pátrias e tantos interesses.

Do militar paraense Aluízio Ferreira, primeiro a dirigir o território do Guaporé (que derrubou, na prática, a fronteira da parte brasileira de Porto Velho e o seu “lado norte-americano”), ao médico goiano-tocantinense Confúcio Moura, nosso atual governador, um estadista, um intelectual – todos desde 1943 empregaram sua alma e o seu modo próprio de fazer na construção de Rondônia. Com equívocos e com acertos, são eles as personificações desta terra. E merecem, pelo menos hoje, nossa homenagem.

Não podemos esquecer-nos de sublinhar, é claro, o legendário governador Jorge Teixeira, militar gaúcho que fez a transição do território para o estado, instalado em 1982. Sua figura carismática caiu nas graças do povo a ponto de ter duas cidades cujos nomes o homenageiam: Teixeirópolis e Jorge Teixeira.

Afora os governos constituídos, é essencial o reconhecimento de personagens que contribuíram para a ocupação e a fundação efetiva da área que agora compreende Rondônia; desde os primeiros aventureiros estrangeiros, os quilombolas do Vale do Guaporé, os ameríndios, os missionários jesuítas, os militares, passando pelos trabalhadores da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, os milhares de seringueiros, os homens sob a égide do hoje patrono do Estado, o herói nacional Marechal Rondon que fizeram o reconhecimento, integraram, pesquisaram e ligaram essa terra ao mundo… Tantos até que chegássemos aos dias atuais em que continuamos lutando pela nossa Canaã, a terra prometida para tantos que aqui aportaram.

Rondônia cresce continuamente graças ao povo rondoniense, de nascimento ou coração, que tem um caráter empreendedor, inventivo, ousado e corajoso. Epopeias como a da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, inaugurada em 1912, e a onda migratória advinda da abertura da BR-29 (atual 364), em 1960, confirmam tal afirmativa.

Vide https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_antigo_de_numera%C3%A7%C3%A3o_de_rodovias_federais_do_Brasil

Abrigando filhos legítimos e de outras regiões de braços abertos, ofertando o que tem de melhor para garantir uma vida próspera e feliz, Rondônia é assim: terra de índios, de caboclos, de migrantes e imigrantes, de figuras míticas.

Tradicional e ao mesmo tempo contemporânea, a mercê de tantas descobertas sobre si mesma, de suas riquezas que vão além dos indicadores econômicos, Rondônia é a terra da gente, do nosso coração, e não mais terra de chegantes e passantes em busca do El dorado.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/01/130121_pesquisa_mito_eldorado_mv.shtml

Desponta como um dos mais promissores polos de desenvolvimento da atualidade. A última década registra um crescimento acima da média nacional, revelando sua imensa capacidade produtiva na agropecuária e na indústria. Mas não fica por aí. É um caldeirão cultural que oferece a melhor educação do Norte-Nordeste, apesar de todas as dificuldades comuns à área educacional, ainda mais num estado em construção. E brilha na cultura por manifestações inusitadas como a Procissão do Divino Espírito Santo, no Vale do Guaporé, um dos mais significativos santuários ecológicos do Brasil.

Esta data memorável dos 34 anos de Rondônia é um dia de reflexão sobre nossas origens e serve de parâmetro para iniciativas que objetivam o desenvolvimento atual e o futuro do nosso imenso e riquíssimo Estado, com ênfase a um olhar mais atento para a cultura e a educação, essenciais para a consolidação de qualquer povo que se preza.

Rondônia evoluiu muito nesses poucos anos de sua existência. Porém, ainda há muito trabalho a ser realizado. Sou otimista com o pé na realidade. É assim que queremos e vamos ver Rondônia nas manchetes: um estado rico, localizado no coração da América do Sul, que tem floresta, biodiversidade, produção agrícola, fartura mineral, tecnologia de ponta, transportes, água, usinas hidrelétricas… Mas, sobretudo, rico porque tem um povo educado, uma sociedade diferenciada, forjada no trabalho, na honestidade e na busca sincera e honrada por dias melhores; povo que tem orgulho de sua condição de ser RONDONIENSE, que faz tremular a bandeira do Estado e canta o hino mais emocionante desta Pátria: Céus de Rondônia.

Parabéns, senhoras e senhores! Somos todos responsáveis pelo que construímos e pela história que será deixada como legado para as futuras gerações. Cada um de nós, em sua frente de batalhas, é parte viva de Rondônia.

(*Júlio Olivar é jornalista, escritor, gestor público, superintendente estadual de Turismo, membro da Academia Vilhenense de Letras e presidente da Academia Rondoniense de Letras)

Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Patrimônio da Humanidade. Acesse:

http://www.efmm100anos.wordpress.com

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