BR-425 SOLUÇÃO E PROBLEMA – Gente de Opinião

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BR-425 SOLUÇÃO E PROBLEMA

Lendo a coluna “Opinião de Primeira”, do Sérgio Pires hoje, onde ele fala do abandono de Guajará-Mirim e das péssimas condições da BR-425, tenho que concordar quando afirma que a região só é lembrada na temporada de caça aos votos. Depois disso, na entressafra, os políticos eleitos desaparecem. Estou falando de uma forma geral.

Fiquei pensando no acesso até aquela cidade. A BR-425 nasceu da extinção da Ferrovia Madeira-Mamoré. O 5º BEC veio para Rondônia em 1966 com a missão de construir uma estrada rodoviária para impedir que as pessoas que moravam ao longo e no terminal da antiga estrada de ferro, e mais o Acre, não ficassem isoladas. O trabalho foi sendo feito paulatinamente e nunca acabou.

As pontes de ferro, que foram trazidas dos Estados Unidos, deveriam ter sido substituídas, há muito, por outras de concreto, o que só aconteceu na BR-364, entre Porto Velho e Abunã. Estas também demoraram muito para ficar prontas. As pontes previstas para o trecho BR-364 – Guajará-Mirim não foram todas construídas. Até hoje usamos as pontes ferroviárias sobre o rio Araras e sobre o Ribeirão, tendo ao lado delas os esqueletos das pilastras que sustentariam as natimortas pontes.

Lembro-me, ao chegar aqui, ouvir histórias sobre os comboios que o governo do Território e depois do Estado formava para levar comida, água potável e combustível para as populações de Guajará-Mirim e outras localidades ao longo do antigo traçado.

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