Nosso patrimônio histórico está indo para o lixo

Nosso patrimônio histórico está indo para o lixo

Por: Sérgio Pires

O que está acontecendo com o patrimônio histórico da Estrada de Ferro Madeira Mamoré não é só em função de desleixo, desrespeito e falta de amor à nossa terra de agora. São problemas que vêm de longe. Desde muitos anos. Desde muito antes que o trenzinho, que fazia o passeio até a antiga Cachoeira de Santo Antonio, hoje área da nossa grande hidrelétrica, parou de realizar essa ligação com o nosso passado. Desde que foram investidos milhões de reais na restauração da Praça histórica e muito pouco foi feito. O drama se acentuou na enchente do ano passado, quando só quando boa parte do patrimônio histórico foi atingido, é que se começou a tomar providências. Todas tardias. Perdeu-se muito e vai-se perder muito mais. E agora, o pouco que restou está jogado literalmente na rua, dentro do pátio do Relógio, no centro. Toda a riqueza histórica agora está ao relento, exposta ao calor, à chuva, ao tempo que deteriora e destrói um equipamento, que representa, em cada uma das peças abandonadas, o desprezo do que as chamadas autoridades responsáveis têm pela nossa Rondônia.

Esta semana, no telejornal RO Record, da TV Candelária, o apresentador Everton Leoni chegou a pedir a prisão dos (ir)responsáveis. Ele não está sozinho. Muita gente acha que o Ministério Público e Judiciário já deveriam ter tomado providências mais duras, incluindo denunciando o IPHAN, um órgão político e ideológico que muito pouco faz, na realidade, na defesa do nosso patrimônio. O Iphan adora discursar contra o progresso (como por exemplo, ao impedir a construção de um hotel no centro da cidade, que daria dezenas de empregos), mas é relapso quando se trata de defender a Madeira Mamoré. E não é só ele. Estado, Prefeitura são órgãos que estão deixando morrer o que resta da nossa história. Lamentável!

Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Patrimônio da Humanidade. Acesse:

www.efmm100anos.wordpress.com

Anúncios
Esse post foi publicado em Sem categoria. Bookmark o link permanente.