G1 – Ativistas realizam movimento em prol da Madeira-Mamoré, em Porto Velho – notícias em Rond ônia

http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2015/01/ativistas-realizam-movimento-em-prol-da-madeira-mamore-em-porto-velho.html

Ativistas realizam movimento em prol da Madeira-Mamoré, em Porto Velho

Abraço simbólico em torno do galpão da estrada de ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho (Foto: Ísis Capistrano/ G1)Abraço simbólico em torno do galpão da estrada de ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho (Foto: Ísis Capistrano/ G1)

Um grupo de ativistas realizou na tarde deste sábado (24), dia em que Porto Velho comemora 100 anos de instalação, o movimento “Viva Madeira-Mamoré”, como forma d protesto que visa atrair a atenção dos entes públicos e sociedade civil para o abandono em que está o complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho.

Na ocasião foram feitas performances, exposição-fotográfica e um abraço simbólico ao patrimônio. Também foi lido um manifesto que será entregue aos entes públicos responsáveis pelo complexo, com assinaturas de pessoas que estavam no local.

O manifesto pede, entre outras coisas, a instalação de um posto policial no complexo; audiência pública para um plano de revitalização da estrada de ferro e a criação de uma fundação municipal específica para gerir a Madeira-Mamoré.

Fila para assinar manifesto (Foto: Ísis Capistrano/ G1)Fila para assinar manifesto
(Foto: Ísis Capistrano/ G1)

O museólogo, Antônio Ocampo, um dos organizadores do movimento, disse que o movimento trata-se de um alerta. “Hoje comemora-se 100 anos de instalação de Porto Velho, e temos um patrimônio histórico abandonado”, enfatiza. Para Ocampo, falta gestão e políticas públicas para preservar a estrada de ferro.

Ele argumenta que o local poderia ter restaurantes, espaço adequado para vender artesanato, apresentações artísticas e os trens poderiam voltar a funcionar. “Todo dia algo some da Madeira Mamoré. Falta segurança e funcionários”, diz.

Para Thiago Lins, integrante da banda ‘Semáforo 89’, que se apresentou na ocasião, a intervenção foi uma forma de demonstrar aos entes públicos o que o complexo representa para a sociedade. “Já que não tivemos mobilização do poder público, resolvemos fazer. Cresci na Madeira-Mamoré, andei de trem e é com tristeza que vejo a situação que o local está. Temos que preservar e representar nossa identidade”, pontua. O músico também mencionou que já viu turistas argumentarem que o local é bonito, mas sem vida.

Intervenção atraiu atenção de quem passava pelo local (Foto: Ísis Capistrano/ G1)Intervenção atraiu atenção de quem passava
pelo local (Foto: Ísis Capistrano/ G1)

Um dos mais revoltados do local, o morador Euclides Cunha, contou emocionado que conheceu a esposa na praça da estrada de ferro e que hoje se sente envergonhado.

“Estamos dentro de um lixo. Estive semana passada no Acre e fiquei inconformado de como a cidade é bem cuidada e Porto Velho não”, disse.

Para o cantor Tino Alves, a ideia da intervenção agrada, mas não resolve o problema. “Vai resolver se juntarmos as pessoas que têm compromisso com a terra e não querem ver sua história morrer fizerem um movimento em favor da cidade”, pontua.

Já o vendedor João Antônio, argumenta sentir que a cultura externa tomou conta da cidade. “O nativo de Porto Velho tem que acordar para ser um povo forte. Temos que bater no peito nossas raízes, conhecer nossa cultura, senão o portovelhense continuará escravizado”, conclui.

Enviado via iPad

Anúncios
Esse post foi publicado em Sem categoria. Bookmark o link permanente.