G1 – Após chuva, obra de contenção da Estrada de Ferro desbarranca, em RO – notícias em Rondônia

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Após chuva, obra de contenção da Estrada de Ferro desbarranca, em RO

Chuva levou pequena parte de pedras que contém erosão em barranco da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (Foto: Ísis Capistrano/ G1)Chuva levou parte de pedras que contêm erosão em barranco da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (Foto: Ísis Capistrano/ G1)

Uma parte do talude de pedras que protegem o deck da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) desbarrancou na noite de sexta-feira (16). As pedras de contenção foram colocadas no local para conter a erosão na área mais crítica às margens do Rio Madeira – próximo às embarcações de turismo. O desmoronamento aconteceu após a forte chuva que caiu em Porto Velho no final da tarde de quinta-feira (15).

Segundo um dos funcionários do complexo da EFMM Lorde de Jesus Brown, a chuva só tirou as pedras pequenas do lugar, mas as grandes estão intactas. Procurada pelo G1, a Fundação Cultural (Funcultural) informou que, apesar de ser responsável pela Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, as obras de contenção são de responsabilidade da Secretaria Municipal de Programas Especiais e Defesa Civil (Sempedec).

Já o secretário da Sempedec, Vicente Bessa, alegou que a pasta acompanhou o início dos serviços de talude, mas não tem comprometimento para realizar outras obras, inclusive a de contenção do desbarrancamento causado pela chuva de quinta.

Contenção
As obras para contenção na EFMM tiveram início em dezembro de 2014, sob a meta de serem concluídas na primeira quinzena de janeiro de 2015. O serviço para recuperar a ribanceira do complexo faz parte do Plano Emergencial Madeira-Mamoré, que deve revitalizar toda a área afetada pela cheia histórica do Rio Madeira, ocorrida de janeiro a março de 2014.

O recurso da revitalização foi avaliado em R$ 1,5 milhão, e está dividido em duas etapas. A primeira é conter o desbarrancamento com as pedras. A segunda etapa será a transferência das peças ainda mantidas em um dos galpões da EFMM para o Prédio do Relógio, onde serão restauradas para o inventário e a catalogação de todo o acervo histórico.

O Plano de Revitalização Madeira-Mamoré para a reforma completa da estação conta com a participação do Exército Brasileiro, Semob, Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb), Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (Emdur), Secretaria de Estado do Turismo, Secretaria Municipal de Programas Especiais e Defesa Civil (Sempedec) e Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional em Rondônia (IPhan). O projeto compreende também a construção de uma grade de proteção em todo o perímetro de entrada da praça da Estrada de Ferro.

Praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, patrimônio histórico afetado pela cheia (Foto: Rodrigo Ersi/Divulgação) Praça da Estrada de Ferro ficou inundada na cheia
(Foto: Rodrigo Ersi/Divulgação)

Enchente histórica
O pico da cheia histórica aconteceu em 30 de março deste ano, quando o Rio Madeira atingiu a marca de 19,74 metros. Com a enchente, cerca de 35 mil pessoas ficaram desabrigadas. No Baixo Madeira, muitos distritos de Porto Velho foram inundados e milhares de pessoas abandonaram as casas. O distrito de São Carlos foi 100% atingido e várias famílias passaram a viver em flutuantes.

Foram oito cidades afetadas pela cheia histórica: Porto Velho, Nova Mamoré, Cacoal, Candeias do Jamari, Guajará-Mirim, Jaru, Costa Marques e Pimenta Bueno. O Corpo de Bombeiros e a Força Nacional contabilizaram 1.625 famílias diretamente afetadas, sem condições de permanecer em suas casas na época.

Com o nível do rio elevado, um porto chegou a ser improvisado na Praça da Estrada de Ferro, para embarque e desembarque de barcos da Defesa Civil que serviam de apoio aos distritos de Porto Velho, no Baixo Madeira.

Móveis antigos, peças de maquinários das locomotivas, objetos de pessoas que trabalharam na construção da estrada de ferro e outros itens históricos foram retirados dos galpões do complexo em 13 de fevereiro e mantidos no Prédio do Relógio, em uma sala fechada.

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