Estudantes aprendem a dar valor a EFMM

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Feira Cultural homenageia Centenário de Porto Velho

Alunos do 1º ano C, falaram sobre a história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré Jota Gomes/Diário da Amazônia

Alunos do 1º ano C, falaram sobre a história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré Jota Gomes/Diário da Amazônia

Alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Prof. Orlando Freire, participaram dos dias 24 a 28 de novembro, da feira de ciência, cultura e tecnologia. O evento faz parte do calendário escolar e é realizado sempre ao final de cada ano letivo. O tema desse ano foi o Centenário de Porto Velho, e imbuídos da curiosidade de conhecer melhor a história de nossa cidade, que os 1.564 alunos do Ensino Fundamental e Médio saíram em busca dessa história.

Gleiciele Oliveira e Edislaine Bessa, alunas do 1º ano C, falaram sobre a história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, o trabalho foi todo ilustrados com maquetes representativas a praça. “Pra mim é uma oportunidade de aprender mais, eu me empenho em fazer esse trabalho todos os anos não pela nota, mas porque me traz muito conhecimento”, declarou Gleiciele.

A escola também conta com o Programa Mais Cultura nas Escolas do Governo Federal, o programa representa o reconhecimento da cultura como necessidade básica, direito de todos os brasileiros, tanto quanto a alimentação, a saúde, a moradia, a educação e o voto. Assis Chateaubriand, coordenador do programa na escola, diz que o Mais Cultura é muito importante, pois através dele é possível resgatar jovens em situação de risco. “A escola é conhecida em Porto Velho pelo alto índice de criminalidade, aqui aconteciam muitas brigas. Com a chegada do programa passamos a integrar esses alunos a escola, e começamos perceber que muitos desses adolescentes passavam por algum tipo de problema, e a maioria de fundo familiar, muitos deles usuários de drogas, outros com depressão”, relatou Chateaubriand.

Muitos talentos estão sendo descobertos

De acordo com o coordenador do programa, muitos talentos estão sendo descobertos na escola, e vários adolescentes já pensam em tocar em bandas, após participarem das aulas de música, outros se apaixonaram pela pintura em quadros.“O índice de ocorrências na escola caiu 70%, os alunos produzem telas para confecção de quadros, e através da pintura podemos fazer um diagnóstico de como esse aluno se encontra psicologicamente e a partir daí, tentar ajudá-lo”, pontuou Assis.

Para a diretora, Adriana Oliveira, a feira foi um sucesso. “Estou no Orlando Freire há mais de 10 anos, e vejo que os alunos gostam demais das feiras, eles se empenham, fazem seu melhor. Procuramos realizar sempre no final do ano letivo para que aqueles alunos que precisam de nota para fechar o ano possam através da feira recuperar essa nota”.

Como forma de incentivo aos alunos, os quadros por eles produzidos durante o ano letivo, ficarão expostos na biblioteca Francisco Meirelles de 1º de dezembro há 15 de janeiro de 2015, logo após, a exposição será realizada no Teatro Estadual Palácio das Artes, durante 15 dias e para finalizar o projeto, a última exposição acontecerá em março do próximo ano, na Casa da Cultura Ivan Marrocos. “Até o momento já confeccionamos cento e trinta e duas telas, mas a nossa proposta e realizar as exposições do Teatro e da Casa de Cultura com duzentas telas, todas elas produzidas parte por mim e outra parte pelos alunos”, frisou Chateaubriand.

Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Patrimônio da Humanidade. Acesse:

www.efmm100anos.wordpress.com

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