Jornal Nacional. Casas ainda ameaçam desabar após cheia histórica em Rondônia. EFMM é citada

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/08/casas-ainda-ameacam-desabar-apos-cheia-historica-em-rondonia.html

Casas ainda ameaçam desabar após cheia histórica em Rondônia

Três meses depois da maior cheia dos últimos 50 anos, o Rio Madeira já baixou para o nível normal. Mas moradores de Porto Velho ainda enfrentam as consequências das inundações.

Mais de dez casas já desmoronaram no bairro Triângulo, na capital de Rondônia. A terra trazida pelo Rio Madeira deixa o solo muito instável. É possível ver que há várias construções com rachaduras, prestes a desabar.

A casa do Seu Valdequi foi uma das primeiras a desmoronar. E, em pouco dias, o rio levou o que tinha sobrado.

“A minha casa era aqui aonde nós estamos, nós estamos pisando como se fosse dentro da minha casa. Agora é só areia, não restou nada da casa”, afirma Valdequi Mamede de Souza, pescador.

Há uma semana era possível passar de carro por uma região, agora só a pé e com muito cuidado. E nem o trilho da estrada de ferro Madeira-Mamoré escapou. Parte dele ficou soterrada e o que sobrou está completamente destruído.

Interditada na época da cheia, uma área do bairro ainda não foi liberada. Os perigos são visíveis.

“A base dela continua em deslocamento e novos desmoronamentos podem ocorrer e podem acontecer acidentes com as pessoas que continuam transitando por aqui também”, ressalta Natanael Moura, da Defesa Civil.

Mesmo com a casa condenada pela Defesa Civil, uma família decidiu voltar, porque não tinha mais como pagar aluguel em um outro lugar.

“Eu tenho medo de, né, tá dormindo aí e isso aqui desmoronar de uma vez. É risco quando chegar a chuva, isso desmoronar de uma vez”, conta Genésio Silva Mendes, pescador.

“A gente está com medo de chegar uma hora e a gente estar dormindo e acordar no meio do precipício”, diz Lícia Veiga, autônoma.

Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Patrimônio da Humanidade. Acesse:

www.efmm100anos.wordpress.com

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