EFMM é lembrada em livro durante comemorações do centenário da ferrovia noroeste

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Campo Grande (MS) – A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul abre no dia 9 de maio (sexta), às 13h30, na Biblioteca Estadual Dr. Isaías Paim, a Exposição Literária “Cem anos chegada da ferrovia NOB em Campo Grande”. A mostra faz uma homenagem ao aniversário de inauguração da Ferrovia Noroeste do Brasil com obras que apresentam detalhes sobre um dos maiores marcos do patrimônio cultural sul-mato-grossense.

A Exposição faz parte da programação da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul que celebra o centenário da inauguração da Noroeste e que conta com diferentes eventos programados para o dia 9 de maio, todos com entrada franca.

A Biblioteca Pública Estadual colocará em exposição obras regionais que tratam da importância da estrada de ferro como fonte de desenvolvimento da cidade e do Estado, como o livro Noroeste – Ferrovia de MS, de Marco Rossi, que descreve as dificuldades de comunicação e o isolamento do então Mato Grosso e a idealização da via através de um traçado histórico que remonta das monções, passa pela Estrada de Ferro Madeira-Mamoré até a chegada da Noroeste em Campo Grande e ramal de Ponta Porã.

Outra obra relevante para a história do Estado é o Álbum Gráfico do Estado de Mato Grosso – tomo II, impresso originalmente na Alemanha em 1914 e organizado por S. Cardoso Ayala e Feliciano Simon, que mostra a importância da vinda da estrada de ferro para o sul de Mato Grosso. Foi a mais importante publicação do gênero durante a primeira metade do século XX.

Na série Eu Sou História temos Nico da Noroeste – algumas histórias, da professora Lucilene Machado, que conta a história e as estórias do seu Nico, que acompanhou o progresso da cidade através da rua Anhanduí, no Centro onde nasceu, cresceu e viveu e foi íntimo do trem no qual começou a trabalhar com dezoito anos e saiu aposentado como chefe da estação. No seu dizer o trem é “coisa mecânica, mas atravessa as madrugadas, atravessa a infância, atravessa a vida da gente e acaba se transformando em saudade”.

A Menina e o Trem – trilhos e memória, da professora Maria Madalena Dib Mereb Greco, faz um relato pessoal de suas memórias e de pessoas que contam suas estórias de trens, estações e paisagens numa viagem imaginária e afetiva que fica na lembrança do “povo ferroviário”. Também é possível conhecer uma obra recente, Nos Trilhos da Memória – Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, da professora Arlinda Montalvão de Oliveira, filha de pai ferroviário que trata do surgimento das cidades em Mato Grosso do Sul numa pesquisa sobre o processo histórico e a memória da ferrovia. A autora percorreu 17 estações partindo de Jupiá, às margens do rio Paraná, em Três Lagoas.

Obras importantes como Centenário da imigração japonesa na grande Dourados, onde os primeiros residentes trabalharam na construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em 1914, e em Memórias dos Imigrantes de Nishihara – Okinawa mostram que muitos fixaram residência no Estado, principalmente os oriundos da região de Okinawa. Já Ayumi a saga da colônia japonesa em Campo Grande descreve que o primeiro morador fixo japonês no município foi Kosho Yamaki, que estava radicado no Peru e entrou no Brasil via Argentina a fim de participar da construção da Estrada de Ferro Noroeste, onde 70 dos 300 operários reunidos em Porto Esperança eram japoneses e no lado oposto, Três Lagoas, iniciaram a obra cerca de 60 japoneses.

Também se destaca o livro Rota do Trem do Pantanal – o diálogo entre patrimônio e desenvolvimento local, da pedagoga Maria Christina de Lima Félix Santos e da historiadora Maria Augusta de Castilho, obra que busca uma reflexão sobre a importância entre preservação do patrimônio histórico e cultural de Mato Grosso do Sul pela narrativa de ex-ferroviários, participantes da história da NOB, bem como no desenvolvimento do projeto Educar para Proteger, realizado nos municípios que formam o trajeto do novo Trem do Pantanal.

No âmbito nacional temos o livro Ferrovias no Brasil, um século e meio de evolução, de João Bosco Setti, que mostra as principais ferrovias da atualidade no Brasil, resgatando sua história desde a pioneira Estrada de Ferro Mauá em 1854, mostrando importantes aspectos da evolução tecnológica e do desenvolvimento das principais linhas e faz uma interessante comparação entre o antigo e o moderno nas áreas de transporte de cargas, passageiros e de preservação.

Já o Inventário das Locomotivas a Vapor no Brasil Memória Ferroviária, organizado e escrito por Regina Perez, é resultado de uma pesquisa de campo feita em todo o território brasileiro para localizar as locomotivas a vapor que ainda existiam no País. Percorreram 20 Estados e foram localizadas 419 locomotivas em 190 cidades brasileiras que foram catalogadas com fotos e fichas técnicas; o livro Estrada de Ferro Vitória a Minas Rio Doce… Terra Proibida, com textos de Cassius Gonçalves e Vito D’Alessio e fotos de Renato Dutra, apresenta a verdadeira epopeia da construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas e resgata um pedaço da história pouco conhecida e faz a ligação entre a montanha e o mar, levando dois caminhos e dois mundos que tinham em comum apenas as águas doces do rio, marcando vidas, sonhos e realidade, transportando Minas Gerais ao mar que tanto lhe falta através do Estado do Espírito Santo.

Na Linha da Preservação o leito férreo Campinas – Jaguariúna, da escritora Suzana Barretto Ribeiro, envereda pela linha e vai trilhando os caminhos de ferro e aprendendo todo o significado da saga da Viação Férrea Campinas – Jaguariúna estação após estação em uma verdadeira paixão pelos trens, pela ferrovia e pela preservação ferroviária.

Em História da Engenharia Ferroviária no Brasil o professor e engenheiro Pedro Carlos da Silva Telles mostra que as ferrovias continuam sendo em todo o mundo o meio mais econômico de transporte terrestre já inventado.

Exposições Literárias

O projeto tem como meta divulgar a Biblioteca Pública Estadual com o propósito de dar visibilidade às obras que compõem o seu acervo, possibilitando a captação de novos usuários, estimulando o incentivo à leitura e a formação de novos leitores.

Os serviços oferecidos por uma biblioteca partem das necessidades básicas de fomentar o reconhecimento da população à oportunidade que lhes é oferecida em um espaço onde se preserva livros, informação, cultura e história. Por entender o acesso à leitura como um processo de transformação social e cultural, a Biblioteca Pública Estadual destaca mensalmente obras de seu acervo contemplando temáticas pré-estabelecidas.

Serviço

A Exposição Literária “Cem anos chegada da ferrovia NOB em Campo Grande” fica aberta na Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim até o início do mês de junho e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30. A Biblioteca fica no 2º andar do Memorial da Cultura, na avenida Fernando Corrêa da Costa, 559. Outras informações podem ser feitas através dos telefones 3316-9161/9175/9177.

FCMS

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