Iphan e Santo Antonio garantem: locais e peças ao longo de trecho ferrovia serão revitalizados

http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2013/08/locais-e-pecas-esquecidas-ao-longo-da-ferrovia-poderao-ser-revitalizados.html

Locais e peças esquecidas ao longo da ferrovia poderão ser revitalizados

Locomotivas que foram abandonadas ao longo dos trilhos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, serão revitalizados (Foto: Halex Frederic/G1)Locomotivas que foram abandonadas ao longo dos trilhos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, serão revitalizados (Foto: Halex Frederic/G1)

O Cemitério e Hospital da Candelária, em Porto Velho, são alguns dos locais que fizeram parte da história da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré durante a época de funcionamento. Com o tempo, após a desativação da ferrovia, as estruturas foram se deteriorando e acabaram abandonadas. Algumas locomotivas e vagões danificados se perderam no tempo e foram deixados ao longo da ferrovia, criando o Cemitério das Locomotivas. Um projeto de revitalização e preservação dos locais está sendo analisado para manter a história do espaço.

De acordo com Alexandre Queiroz, coordenador de sustentabilidade da Santo Antônio Energia, empresa que realizará o projeto de recuperação, o Cemitério da Candelária ganhará uma espécie de paisagismo e limpeza, contando com a retirada do mato que encobre a área e recebimento de produtos para preservar a estrutura existente. “Vamos passar um verniz nas estruturas que ainda estão lá para continuar preservando o local”, explica.

Sem manutenção, Cemitério da Candelária está coberto por mato (Foto: Halex Frederic/G1)Abandonado, Cemitério da Candelária está
coberto por mato (Foto: Halex Frederic/G1)

Já no espaço onde havia o Hospital da Candelária, Queiroz explica que não há muito a se fazer, a não ser fixar um memorial no local. “O tempo fez toda a estrutura do hospital, que era de madeira, se deteriorar. Então, não vamos mexer, vamos apenas colocar um memorial para que as pessoas saibam onde e o que foi o Hospital da Candelária”, conta.

Para o Cemitério das Locomotivas, o coordenador disse que as peças que estão no local permanecerão lá, já que o material dos vagões está muito frágil. “Não podemos colocar uma máquina no local. Além de não sabermos como está o solo da área, as locomotivas estão numa fase tão avançada de deteorização que não suportarão ser retiradas da terra”, ressalta.

Um produto será aplicado nas locomotivas e vagões que estão derrubados ao longo dos trilhos da EFMM para prolongar a preservação dos materiais. O arquiteto do Iphan e responsável por acompanhar as obras de recuperação, Giovani Barcelos, comenta que é necessária a preservação no estado em que as peças estão. “Temos que preservar as peças do jeito que elas merecem, como ruínas. Não podemos alterar a verdadeira história que aconteceu com as locomotivas e vagões através do anos”, conclui.

Cemitério da Candelária passará por limpeza e retirada do mato (Foto: Halex Frederic/G1)Cemitério da Candelária passará por limpeza e retirada do mato (Foto: Halex Frederic/G1)

www.efmm100anos.wordpress.com

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