Blog da revista Época publica matéria sobre o centenário da EFMM. Veja link


Para os 100 anos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, um poema

11:00, 25 DE JULHO DE 2012 

HAROLDO CASTRO

Exatamente há um século – no final julho de 1912 – os engenheiros norte-americanos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré preparavam-se para a grande inauguração. A ferrovia de 366 km que ligava Porto Velho, no rio Madeira, à Guajará-Mirim, no rio Mamoré, era considerada, na ocasião, uma das obras de engenharia mais desafiantes do planeta.

O fotógrafo e pesquisador Marcos Santilli apaixonou-se pela história das locomotivas em 1977 – há 35 anos! – e realizou diversas expedições à Rondônia para documentar a colonização descontrolada da região. Visitou seringais, garimpos, aldeias indígenas, florestas arrasadas, mas ficou encantado mesmo pelo caminho de ferro. Em 1988, publicou o livro “Madeira Mamoré – Imagem e Memória” e continuou fotografando as máquinas até 2006. Estava em uma das últimas viagens ditas turísticas, em 1996, quando um trem descarrilhou e os passageiros tiveram de voltar a pé a Porto Velho. Marcos foi diretor do Museu da Imagem e do Som de S. Paulo, onde está depositada uma coleção de fotografias de Dana Merryl que documentou a construção da ferrovia na primeira década do século XX.

Para lembrar os 100 anos da Madeira-Mamoré, Marcos Santilli escreveu um poema – como toda e qualquer amada, a ferrovia, mesmo morta, continua inspirando – e publica quatro imagens históricas que completam suas estrofes

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