Casa Civil do Governo do Estado coordena negociações com a Marinha do Brasil para a devolução do Galpão 3 para a EFMM

A retomada do galpão 3 da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, que há cerca de três décadas está em poder da Marinha do Brasil, foi tema de mais uma reunião entre as partes envolvidas. O encontro aconteceu na Casa Civil e reuniu o secretário da pasta, Juscelino Amaral; o procurador federal junto ao Instituto do Patrimônio Histórico, Ricardo Leite; o representante da Marinha, César Campos Costa; o delegado fluvial de Porto Velho, capitão de Corveta Rodrigues; a chefe da Divisão Técnica do Iphan, Mônica  Castro de Oliveira; o superintendente do Patrimônio da União em RO (SPU), Antonio Roberto dos S. Ferreira; o coordenador de Gestão Patrimonial do Estado  (CGP) Álvaro Lustosa Pires Jr e a consultora da Advocacia Geral da União, Elodir de Moraes Cardoso,representando a Câmara de Conciliação da AGU.

O galpão 3, segundo os participantes, não atende as necessidades da Marinha, que precisa de  áreas adequadas para instalar a Capitania dos Portos, oficina e almoxarifado e construir 30 casas. Na outra ponta está o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que não vê a hora de agregar o galpão ao patrimônio da estrada de ferro, dando a ele o seu fim, que é de abrigar a história da ferrovia e de criar um ambiente cultural.

Apesar de não haver definições efetivas, a reunião teve um desfecho satisfatório para todas as partes. Estarão na pauta dos próximos encontros a área ocupada pela Sociedade de Portos e Hidrovias (Soph), no Terminal dos Milagres, para a instalação da oficina e almoxarifado; a área ocupada pela Federação dos Portadores  de Deficiência (Feder), a avenida Farquar, que pertence a Conab, para a instalação da Capitania dos Portos e uma outra área nas proximidades da Base Aérea, para a construção de 30 casas para o pessoal da Marinha.

As negociações esbarram em vários aspectos, dentre eles a desapropriação de áreas da União, com remoções e indenizações. O secretário Amaral recomendou ao coordenador de Gestão Patrimonial, que dê continuidade aos levantamentos já iniciados, para que num breve tempo se tenha informações mais concretas sobre o que se pretende. Com a CGP está atuando também a SPU e a própria Marinha. O objetivo comum é encontrar lugares apropriados para que a Marinha se instale.

Fonte: Decom-RO

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